quarta-feira, 2 de julho de 2014

ACIMA DE TUDO MÃE

Não sou mãe. Mas perder um filho, o único! Aquele a quem desejamos o melhor e fazemos o possível e o impossível por ele! Não sou mãe, não conheço o André, nem o pai do André e muito menos a Judite, mas acredito que a dor essa... O que sei é que nenhum ser humano deveria passar tal provação na vida.



“Perdi o meu filho. O meu único filho. A luz que dava sentido à minha vida. O meu santo que tantas alegrias me deu. Bom filho, bom estudante, inteligente. Com uma carreira de sucesso. Não sei como vou ultrapassar esta dor. O que sei é que uma parte de mim morreu com o meu André. Interrogo-me sobre o sentido da minha vida. As minhas escolhas, a minha vida focada no trabalho, na escrita, tendo sempre presente que o meu filho era quem mais se orgulhava do que eu fiz e construí ao longo da minha vida. Fiz tudo para que nada faltasse ao meu André, mas não consegui salvar-lhe a vida. Um fracasso e uma tragédia. Estranha vida a minha! Realizada profissionalmente, dramática pessoalmente. O último ano foi penoso. Apenas existia o meu André que me dizia muitas vezes: "Mãe, não vais ficar sozinha". E eu acreditava. Acreditava. Eram palavras ditas pelo meu filho, um jovem ponderado e sensato. 
Esta conversa vai longa. Pretendo apenas, por este meio, agradecer as muitas mensagens e emails que recebi nas últimas 48 horas. Não tenho palavras para expressar a minha gratidão. A todos. Do fundo do meu coração.” Judite de Sousa

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